"Não é a vontade de ser importante à alguém importante em iguais proporções. Não é o vazio do vazio. Não é o destino, não é o horóscopo. Não é porra nenhuma que possa ser facilmente compreendida e posta em palavras por alguém mais experiente ou menos otimista. É aquele instante. É aquela merda daquele momento em que alguma coisa dentro de você desanda e te faz acreditar sem a menor razão ou argumento que é aquilo que você quer. É diferente. Você olha e pronto. Alguma coisa revira seu estômago e o aleatório passa a ser deliciosamente diferenciado.E você repara sim, jeito e atitudes até ter alguma razão pra confirmar sua intuição. Você sente os abraços, experimenta os beijos e consegue enxergar por dentro dos olhos que aquilo certamente vale a pena."
domingo, 13 de abril de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
O caçador de pipas (Parte 2)
"Eu me tornei o que sou hoje aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar(...)" - O caçador de pipas
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Um pouco do eu.
amo ler. não gosto muito de noitada. adoro piercing e tatuagem. sou insegura. meu filme predileto é '10 coisas que eu odeio em você'. sou canhota. gosto rock e cinema brasileiro. odeio queijo e café. quero casar. não sou simpática. serei arquiteta um dia. sou ingênua pra certas coisas. quando eu amo uma pessoa faço tudo por ela. tenho sonhos muito doidos. sou vingativa. amo jogar buraco. tenho ataque de risos direto. a única bebida que eu gosto é tequila. amo praia e odeio frio. queria que o Harry Potter existisse. minha cólica é a mais forte do mundo. odeio esperar. torço pra viradouro apesar de saber que o carnaval é roubado. não suporto blusa regata. não sou muito romântica. o Homer Simpson e o Edmundo são os REIS. adoro a lua. enrolo pra fazer tudo. tem dias que acordo querendo ser loira e tem dias que quero ser morena. sou um pouco anti-social. fico doente toda semana. sou debochada. tenho medo de bonecas. adoro havaianas. se eu pudesse ia ao estádio todo dia ver o Vasco jogar. tenho fome toda hora mas se eu comer muito fico chata. não sou delicada. prefiro toddy do que nescau. fico depressiva quando acabo de ver um filme bom porque quero que ele continue. tenho saudade de tudo. riu de piadas ruins. adoro desenhar. vejo todos os filmes que tenham o Ashton Kutcher. amo barzinho mas não bebo. fico estressadinha a toa. preciso ter mais responsabilidade. amo futebol e odeio o flamengo. reconheço meus defeitos. tenho instabilidade emocional. tô sempre com sono. nunca acreditam na minha idade. não guardo um segredo por muito tempo. amo McFLY. sou escrota e sarcástica se precisar. acho a Angelina Jolie a mulher mais linda do mundo. sou muito envergonhada pra certas coisas. as vezes sou grossa. tenho umas vontades nada a ver. não sei jogar videogame e me irrita se alguém ficar jogando perto de mim. mudo de humor do nada. acho que o fim de semana é pequeno e o verão curto demais. amo minha família mais do que qualquer coisa. perco todos os meus lacinhos de cabelo. falo o que eu penso. odeio gente feliz de manhã. do nada eu bloqueio várias pessoas no msn porque eu canso delas, depois eu desbloqueio. eu falo no telefone desenhando. esqueci tudo que eu aprendi na escola. odeio gente burra. amo hipérboles. vou embora sem dar tchau. tremo a perna direita toda hora. quando gosto de alguém de verdade fico apaixonada durante anos. minha casa vai ter uma rede. me transformo em outra pessoa quando tô com sono e nunca lembro as coisas que eu falo. não posso andar armada. não durmo de porta aberta. sempre sofro por antecipação. não choro na frente de ninguém. discordo de mim mesma. odeio perder. quando como fico com sono e quando acordo fico com fome. odeio que me chamem por apelidinhos tipo 'gata', 'princesa', 'anjinho' ¬¬. quero ver todos os filmes do mundo. já fiz aposta comigo mesma. tento sempre não botar espectativas nas coisas e pessoas. acredito muito em Deus. já me arrependi de muitas coisas que eu fiz e achava que nunca ia me arrepender. faço planos pra tudo. não confio em gente feliz demais. enjoo das pessoas. sou extremamente ansiosa. tenho bloqueio mental pra física. as vezes o cel toca e finjo que não vi a ligação só pra não atender. meu cabelo me irrita. classifico as pessoas. faço coisas absurdas por pessoas mesmo quando sei que elas não fariam por mim. é isso :)
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
O Caçador de Pipas (Parte 1)
"Colhemos bem uma meia dúzia de romãs. Desdobrei a história que tinha trazido, virei a primeira página mas, depois, pus as folhas no chão. Fiquei de pé e peguei uma romã já passada que tinha caído da árvore.
- O que você faria se eu desse com isso na sua cabeça? - perguntei, jogando o fruto nas mãos, para cima e para baixo.
O sorriso de Hassan desapareceu. Ele parecia mais velho do que eu imaginava. Aliás, mais velho não, velho. Seria possível? Linhas marcavam o seu rosto moreno, e vincos contornavam seus olhos e sua boca. Eu bem que poderia ter pegado uma faca e escavado ali aquelas linhas com minhas próprias mãos.
- O que você faria? - Repeti.
Hassan ficou sem cor. Perto dele, o vento soprava folhas grampeadas da história que eu tinha prometido ler. Atirei a romã em cima dele. Ela bateu em cheio no seu peito com um jorro de popa vermelha. O grito que ele deu estava cheio de surpresa e dor.
- Bata em mim! - exclamei.
Hassan ficou olhando para a mancha em seu peito e para mim.
- Levante daí! Bata em mim! - disse eu.
Hassan levantou mesmo, mas ficou parado, atordoado como um homem que é arrastado para o oceano por uma onda repentina quando, minutos antes, estava passeando calmamente pela praia.
Atirei outra romã em cima dele; desta vez, no ombro. O suco espirrou em seu rosto.
- Revide! - exclamei. - Revide, seu maldito!
Queria mesmo que ele fizesse isso. Queria que me desse o castigo que eu estava pedindo. Talvez, assim, pudesse finalmente dormir de noite. Talvez, assim as coisas pudessem voltar a ser como antes entre nós. Mas Hassan não fez nada e continuei atirando frutas nele sem parar.
- Você é um covarde! - gritei. - Apenas um maldito covarde!
Não sei quantas vezes o atingi. Tudo que sei é que, quando finalmente parei, exausto e ofegante, Hassan estava todo lambuzado de vermelho, com se tivesse parado diante de um pelotão de fuzilamento. Caí de joelhos, cansado, sem forças, frustrado.
Foi então que Hassan apanhou uma romã e veio andando na minha direção. Abriu a fruta e esmagou-a na própria testa.
- Pronto! - disse ele, com voz rouca, e suco vermelho escorrendo pelo rosto como se fosse sangue.
- Está satisfeito agora? Está se sentindo melhor?
Depois virou as costas e começou a descer a colina.
Deixei as lágrimas rolarem livremente e, de joelhos, fiquei balançado o corpo para frente e para trás."
(O caçador de pipas - Khaled Hosseini)
- O que você faria se eu desse com isso na sua cabeça? - perguntei, jogando o fruto nas mãos, para cima e para baixo.
O sorriso de Hassan desapareceu. Ele parecia mais velho do que eu imaginava. Aliás, mais velho não, velho. Seria possível? Linhas marcavam o seu rosto moreno, e vincos contornavam seus olhos e sua boca. Eu bem que poderia ter pegado uma faca e escavado ali aquelas linhas com minhas próprias mãos.
- O que você faria? - Repeti.
Hassan ficou sem cor. Perto dele, o vento soprava folhas grampeadas da história que eu tinha prometido ler. Atirei a romã em cima dele. Ela bateu em cheio no seu peito com um jorro de popa vermelha. O grito que ele deu estava cheio de surpresa e dor.
- Bata em mim! - exclamei.
Hassan ficou olhando para a mancha em seu peito e para mim.
- Levante daí! Bata em mim! - disse eu.
Hassan levantou mesmo, mas ficou parado, atordoado como um homem que é arrastado para o oceano por uma onda repentina quando, minutos antes, estava passeando calmamente pela praia.
Atirei outra romã em cima dele; desta vez, no ombro. O suco espirrou em seu rosto.
- Revide! - exclamei. - Revide, seu maldito!
Queria mesmo que ele fizesse isso. Queria que me desse o castigo que eu estava pedindo. Talvez, assim, pudesse finalmente dormir de noite. Talvez, assim as coisas pudessem voltar a ser como antes entre nós. Mas Hassan não fez nada e continuei atirando frutas nele sem parar.
- Você é um covarde! - gritei. - Apenas um maldito covarde!
Não sei quantas vezes o atingi. Tudo que sei é que, quando finalmente parei, exausto e ofegante, Hassan estava todo lambuzado de vermelho, com se tivesse parado diante de um pelotão de fuzilamento. Caí de joelhos, cansado, sem forças, frustrado.
Foi então que Hassan apanhou uma romã e veio andando na minha direção. Abriu a fruta e esmagou-a na própria testa.
- Pronto! - disse ele, com voz rouca, e suco vermelho escorrendo pelo rosto como se fosse sangue.
- Está satisfeito agora? Está se sentindo melhor?
Depois virou as costas e começou a descer a colina.
Deixei as lágrimas rolarem livremente e, de joelhos, fiquei balançado o corpo para frente e para trás."
(O caçador de pipas - Khaled Hosseini)
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
O jeito.
O jeito
" O que é que faz a gente se apaixonar por alguém? Mistério misterioso! Não é só porque ele é esportista, não é só porque ela é linda, pois há esportistas sem cérebro e lindas idem, e você, que tem um, não vai querer saber de descerebrados. Mas também não basta ser inteligente, por mais que a inteligência esteja bem cotada no mercado. Tem que ser inteligente e algo mais. O que é este algo mais? Mistério decifrado: é O JEITO! A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ele cita Camões, não é porque ela tem olhos azuis: é o jeito dele de dizer versos em voz alta como se ele mesmo os tivesse escrito pra nós; é o jeito dela de piscar demorado seus lindos olhos castanhos, como se estivesse em câmera lenta. O jeito de caminhar. O jeito de usar a camisa pra fora das calças. O jeito de passar a mão no cabelo. O jeito de suspirar no final das frases. O jeito de beijar. O jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso! Porque o cara mais sensacional do universo e a mulher mais fantástica do planeta nunca irão conquistar você, a não ser que tenham um jeito de ser que você não consiga explicar. Porque esses jeitos que nos encantam não se explicam mesmo."
Martha Medeiros
" O que é que faz a gente se apaixonar por alguém? Mistério misterioso! Não é só porque ele é esportista, não é só porque ela é linda, pois há esportistas sem cérebro e lindas idem, e você, que tem um, não vai querer saber de descerebrados. Mas também não basta ser inteligente, por mais que a inteligência esteja bem cotada no mercado. Tem que ser inteligente e algo mais. O que é este algo mais? Mistério decifrado: é O JEITO! A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ele cita Camões, não é porque ela tem olhos azuis: é o jeito dele de dizer versos em voz alta como se ele mesmo os tivesse escrito pra nós; é o jeito dela de piscar demorado seus lindos olhos castanhos, como se estivesse em câmera lenta. O jeito de caminhar. O jeito de usar a camisa pra fora das calças. O jeito de passar a mão no cabelo. O jeito de suspirar no final das frases. O jeito de beijar. O jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso! Porque o cara mais sensacional do universo e a mulher mais fantástica do planeta nunca irão conquistar você, a não ser que tenham um jeito de ser que você não consiga explicar. Porque esses jeitos que nos encantam não se explicam mesmo."
Martha Medeiros
sábado, 29 de dezembro de 2007
Esperanças do Coração
'Não permita que as pessoas com o seu péssimo hábito de serem negativas, derrubem as melhores e mais sábias esperanças de seu coração'. :)
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
A Saudade.
"Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o McDonald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler."
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o McDonald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler."
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